(Source: 1falsopoeta, via rosasguardadas)

(Source: 1falsopoeta, via rosasguardadas)

(Source: itsburied, via rosasdegaveta)

Mal acordou já levantou logo, colocando o pé firme no chão. Ligou o “automático” e fez a mesma coisa que fazia todos os dias: tomou seu café - sem açúcar, tinha o mesmo gosto da vida - riscou um dia do calendário, escovou os dentes, vestiu a roupa do dia, uma olhada no espelho e rua. Trancou a porta depressa, quase quebrando a fechadura, antes que a casa lhe implorasse pra ficar.
No meio do caminho, um pássaro ainda quase morto, agonizando na calçada. Sem entender porquê, o pegou e colocou no bolso do paletó. Voltou pra casa e não trancou a porta. As paredes aplaudiram; pensou que aquele dia era de mudança.
- Tempo de decolar: quanta mudança alcança? (sonhosdeumaflauta)




E o que aconteceu, foi que sofri. Do início ao fim do dia, sem interrupções. Por um único motivo ou por todos eles acumulados e armazenados em gavetas por tempo demais… gavetas estas que de tão cheias e bagunçadas; transbordaram. Eu transbordei.
A questão é que tenho me aprisionado demais, antes era tão fácil de decifrar. Hoje sorrio mais, é verdade. Sorrisos passageiros de paisagem. Em compensação, sofro muito mais também. Ultimamente, ando cheia. Cheia de vazio. Promessas vazias, respostas vazias. Sentimento? Que sentimento?
E raras as vezes, depois de certo acúmulo e mofo, dou-me o direito de desmoronar. E aí, que me segurem e aguentem se puderem. Se quiserem. A questão aqui, é que sinto. Mais uma vez, sinto muito.
(sonhosdeumaflauta)

(Source: deisenunes, via devires)
